sexta-feira, 31 de maio de 2013

Caetano Veloso, Chico Buarque e Xuxa contra o Pastor Marcos Feliciano


"E conhecereis a verdade,  e a verdade vos libertará"
(Evangelho segundo São João, 8:32)


João Cruzué

O que têm em comum os "famosos" Caetano Veloso, Xuxa, Chico Buarque e o Pastor Marcos Feliciano? Resposta: o assunto mais comentado do momento no Brasil - a Presidência da  Comissão dos Direitos Humanos da Câmara Federal. As  três celebridades se uniram a um  coro de descontentes com a presença do Pastor à frente da dita Comissão. Além destes cidadãos tão zelosos do bem estar pátrio, temos mais uma dúzia de outros jogando pedra no pastor. Anote aí: Narcisa Tamborindeguy, ministra Maria do Rosário, Gabi Amarantos, Fernanda Montenegro, Wagner Moura, Luana Piovani, Osmar Prado, ishiii! A ministra Marta Suplicy, não perdeu a oportunidade e disse um "monte" contra o perfil do Pastor, e agora Presidente da CDH. De repente  Marcos Feliciano virou uma unanimidade nacional às avessas. Uma malhação nacional de judas. E se fosse um outro pastor? Creio que a lenha seria a mesma. 

Como a presidência da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara Federal foi parar nas mãos do Pastor Marcos Feliciano? Bem, analise comigo. Segundo o blog  congresso em foco  havia 21 comissões para os partidos escolherem. A principal delas era a primeira e mais importante era a CCJ e a CDH a última - literalmente  o restão! 

Pois bem, depois que os partidos maiores levaram o que lhes interessavam, o PSC deveria ficar com a Presidência da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, cargo que dirigia há dois anos. Mas a CFFC acabou sendo escolhida pelo PTB. 

Outro Partido que poderia ter escolhido a CDH, mas não escolheu foi o PCdoB de Manuela D'Ávila que preferiu a Comissão da Cultura. Assim, depois de todo mundo ter escolhido as melhores, dentro da realidade oferecida, o osso ficou com o PSC.  Foi assim que o Pastor Marcos Feliciano ganhou a Presidência da comissão mais desprezada da Câmara. Desprezada sim! porque nenhum partido quis ficar com ela. Nem o próprio PSC que acabou ficando por falta de opção.

Agora, um cabide de "famosos" (globotv.fantástico), celebridades de quase-celebridades - que não conseguem enxergar os reais problemas do Brasil - talvez porque tenham um Qi menos denso, se unem para malhar o judas do momento: o Pastor Marcos Feliciano. A coisa veio a um nível tão baixo que alguém mandou publicar uma matéria sem autoria nos maiores jornais do país colocando a mãe do deputado no rolo. Eu li pessoalmente o assunto na Folha de São Paulo de quinta-feira passada. Por que não quiseram assinar a matéria? E por que grandes jornais publicariam uma matéria não assinada? Quem a mandou publicar seria tão importante assim? Seria gente do governo? Foi uma baixaria tão grande que parece até matéria de favor.

A Senadora Marta Suplicy afirmou em entrevista recente que "o Pastor Marcos Feliciano, além de ser homofóbico, não tem histórico na militância pelos direitos humanos no Brasil e que sua eleição é um tapa na cara dos direitos humanos". Eu discordo. O Pastor é um ferrenho opositor à legalização do aborto no país. E pelo que me consta, a senadora é pró-aborto. Quem é que está dando um tapa na cara dos direitos humanos?

Se a presidência da Comissão de Direitos Humanos fosse tão importante assim, porque tantos políticos hipócritas não a quiseram? Porque o PSOL do deputado baiano Jean Willys não a reivindicou para si? Quer ouvir a resposta? porque ela era o resto do restos.

Agora vamos por a nu algumas verdades.

 Há dois anos o Nordeste está debaixo da maior seca. É um evento cíclico que acontece a cada período de 33 anos. Vejam está reportagem do Fantástico. Naturalmente, estas "celebridades" e "famosos" querem que os nordestinos se danem. Quer uma prova? procurem na busca do Google, quantas vezes o baiano Caetano Veloso criticou  pelo menos uma vez o atraso na transposição das águas do Rio São Francisco? Ou que desse um pio sobre o assunto.  Eu chequei esta informação: não há uma palavra sequer deste senhor sobre esta miséria. Ultimamente estava mais preocupado em elogiar a batida do funk carioca. Aquele gênero de música cujas letras humilham a mulher brasileira à condição de uma cadela no cio. Coisas piores qualquer morador de periferia do Rio e Sampa tem ouvido.

E sobre a roubalheira de dinheiro (Petrobrás, Banco do Brasil...) público do mensalão?  Se você procurar na Internet não vai ver uma só palavra da ex-rainha dos baixinhos sobre o assunto. Nada. Imagino que para ela isto deva ser,  sei lá, normal. Mas não deixou passar a oportunidade de descer a lenha o Pastor. Veja o que ela disse: "Esta pessoa não pode ser presidente da Comissão de Direitos Humanos. Ele não pode ter este espaço para usar, pisar e denegrir o ser humano... Esse é o direito de nós, nos protegermos desse tipo de pessoa."

E quanto ao Chico Buarque? Porque se meteu nesta história de jogar pedra no Feliciano, a "geni" da vez? Você já leu a opinião dele sobre a legalização das drogas?  Dê uma "lidinha" nesta entrevista e tire suas próprias conclusões, principalmente, quando perguntado sobre a legalização das  drogas...

Se alguém me perguntar: João, você votou no Feliciano? Eu não! Você sabe quantos votos ele teve para Deputado Federal no Estado de São Paulo? Sei: mais de 200 mil votos em um partido nanico - o PSC. Você acha que ele não tem histórico para defender os direitos humanos no Brasil? Respondo: neste ponto a ex-prefeita Marta Suplicy está enganada. Ele tem muito mais histórico do que ela, pois veio de baixo e sabe o que significa pobreza e miséria. 

Estão falando mal dele porque é um crente ocupando uma posição de muito interesse de meia dúzia de ativistas gays. Mas eles não devem cobrar a renúncia dele, não. Deveriam cobrar, sim, do deputado Jean Willys, pois se esta comissão é tão importante assim, porque sua excelência e seu partido escolheram outra comissão e  desprezaram a CDH? Ora, ora, ora... isso é o que eu considero uma tremendoo cara de pau!

Não votei e não tenho intenções de votar em pleitos futuros no Pr. Marcos Feliciano. Para mim, Pastor deve cuidar do seu rebanho e não ficar procurando sarna para se coçar em Brasília. Mas, que ele está sendo usado como boi de piranha para que uma boiada de corruptos passe despercebida mais abaixo no rio, está. E com a ajuda de uma multidão de famosos, quase-famosos e não-tão-famosos como massa de manobra.

Para o pessoal do ativismo gay que gosta de cuspir em crentes e encher a boca nos rotulando de homofóbicos, anote aí: Os evangélicos estão apenas começando o exercício pleno de suas cidadanias, no que tange à busca de representação política nas Casas Legislativas brasileiras. Antes, diziam que política era coisa do diabo; hoje, estamos bem esclarecidos. Tão esclarecidos a ponto de dizer que nosso maior cabo eleitoral tem sido os ativistas gays. 

Costumamos crescer debaixo da discriminação. Sim! Discriminação.  Devemos crescer no ano que vem pelo menos 20% nas Casas Federal e Estaduais. Estamos sim em um país laico. Embora a religião predominante seja o Catolicismo Romano, o Pastor Marcos Feliciano é evangélico. País laico não é um país onde a vontade das minorias se sobrepõe a das maiorias, mas sim onde a vontade das minorias é respeitada pela vontade maioria. No primeiro caso temos a ditadura. A ditadura gay.  No segundo caso temos a tolerância vinda de um estado laico em situação de democracia plena. Não confundam os conceitos.

 Quero ainda dizer que a questão não é com o Pastor Marcos Feliciano. Mas com o fato de um crente na Presidência da CDH. Qualquer que fosse o nome, ele estaria assando na chapa aquecida pela língua dos hipócritas e pseudo-intelectuais que armam o maior barraco contra picuinhas e  se fingem de cegos para não  enxergar as verdadeiras mazelas brasileiras: a corrupção, o patrimonialismo, a miséria da seca nordestina, a prostituição de crianças, o aborto de fetos majoritariamente do sexo feminino, a posição brasileira de segundo maior mercado consumidor de cocaína, falta de escola integral para nossos filhos, e 130 milhões de adultos que não chegaram a um canudo de curso superior.  E quanto a isto, não tenho visto nenhum famoso fazendo protesto no Brasil, nem em Madrid,  Paris,  Londre ou  Nova York...

Por fim, quero dizer que os protestos contra o Pastor Marcos Feliciano é coisa de "maria-vai-com-as-outras"... E no meio dessas "outras", tem muito político corrupto jogando lenha na fogueira! Mas, eu ainda prefiro um Pastor  que recebeu 211 mil votos a um corrupto escondido na penumbra da ignorância das massas ou a políticos abortistas que desejam que nasçam menos pobres nesta nação. Eu prefiro que parem de desviar o dinheiro público, para que todos os pobres deixem de ser pobres em um país que pode ter uma economia duas vezes maior.




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Pr Silas no Programa do Ratinho



João Cruzué

O Pastor Silas Malafaia, líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, esteve hoje, 30.05.2013, à noite (22:30), no Programa do Ratinho, respondendo a várias perguntas do apresentador e de pessoas da rua. Acho interessante dizer que os dois são muito parecidos na forma de falar: são muito francos. Pastor Silas foi aplaudido várias vezes, depois de suas respostas para alguns temas. O que vou escrever abaixo não são, literalmente, as palavras do Pastor, mas o que entendi e guardei na memória.

A pergunta mais interessante que achei foi sobre sua opinião sobre o programa Bolsa Família. Pr. Silas respondeu que nenhum país pode se tornar auto-suficiente  com um povo subserviente. Ele comentou que a ajuda deveria ser dada até certo ponto, pois tem conhecimento de caso de pessoas que juntou dinheiro do bolsa-família para comprar bolsa de marca. E ele não falou a marca, para não fazer propaganda gratuita. Disse que o trabalho é que faz uma nação poderosa e não auxílios para que as pessoas fiquem em casa sem trabalhar. Lembrou que, embora não aprove várias ideias do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso (a descriminalização da maconha) foi ele que instituiu o programa social que hoje é conhecido como bolsa-família - verdade seja dita.

Uma pessoa perguntou se quem ganha o salário mínimo deve dar o dízimo. A resposta do pastor foi que, só dá o dízimo que crê em Deus. Afirmou que muita gente que não crê, e que nunca pois o pé em uma Igreja Evangélica, vem com esta conversinha tosca. Disse que está na Bíblia, e que os ímpios não dão e ainda criticam os crentes que dizimam. O Pastor comentou que estava construindo uma nova Sede para a Igreja Evangélica Assembleia de Deus Vitória em Cristo no Rio, para ficar pronta mais ou menos em um ano e que o custo da obra está orçado em R$ 12 milhões. Ele disse um anjo  não iria descer do céu com um cheque assinado por JEOVÁ, para ser sacado em conta do Banco do Céu. Afirmou que os recursos para a construção do templo, com capacidade para 6.000 sentadas, eram  ofertados pelos próprios crentes.

Ratinho perguntou se os pastores não estão fazendo politica demais, em vez de cuidar das ovelhas. Pastor Silas foi enfático e disse que não. Respondeu para o apresentador que existem 400 mil pastores evangélicos no Brasil, e que a quantidade de pastores que estão na representação política é ínfima.

Perguntado sobre os atritos entre o Bispo Edir Macedo e o Apóstolo Valdemiro ainda existem. Pastor Silas disse que isto já é coisa do passado e que os dois já se perdoaram e estão cada um cuidando do seu trabalho, em paz.

Sobre o casamento gay, quando perguntado, o Pastor disse que o homossexualismo existe deste os primeiros tempos bíblicos, mas que ativismo gay é coisa dos últimos 20 anos. Disse ser contra a adoção de crianças por par de  homossexuais, porque isto vai desnortear a formação da personalidade de crianças. Falou que o primeiro contato de uma criança  é a figura da mãe. Falou que a figura do pai é que faz a primeira ruptura do relacionamento social da criança. Então, arrematou que quando não houver a figura paterna na adoção de crianças por pares de homossexuais, as consequências (ruins) disso só vão aparecer daqui a 20 ou 30 anos. No decorrer desta pergunta, Ratinho interrompeu o assunto para contar uma piada pesada.

Ratinho perguntou se ele não ficou chateado com a jornalista Marília Gabriela, devido a postura da apresentadora na entrevista com ele "De Frente com Gabi" do começo do ano. Ratinho perguntou também se e Pastor não tinha ficado muito nervoso durante a entrevista. Pastor Silas Malafaia aproveitou para elogiar a inteligência e o preparo da Gabi, afirmou que ela é uma dos três melhores entrevistadores da TV brasileira, mas, comentou, que ela se perdeu durante a entrevista, quando abandonou a posição de entrevistadora para ser debatedora dos assuntos que estava perguntando. Naquela circunstância, disse o Pastor, eu parti prá cima.

Pastor Silas foi muito elogiado pelo apresentador Carlos Massa, quando este comentou que o Pastor era um figura muito influente no meio religioso, que há pouco menso de uma semana tinha levado cerca de 500 mil pessoas na Marcha para Jesus na Cidade do Rio de Janeiro. 

Aproveitando a oportunidade, Pastor Malafaia convidou todo povo cristão, seja católico ou crente a participar da Manifestação do próximo 05 de junho, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, às 03 horas da tarde, em favor da família e da liberdade de expressão.

Ratinho perguntou quem iria discursar em Brasília, e o Pastor disse que lá estariam muitos pastores, deputados, senadores, líderes católicos, e que depois do Ato, muitos cantores evangélicos fariam um grande show para os presentes. Citou nominalmente o artista Thales.

Pastor Silas também foi questionado se não tinha sido processado pelo deputado Jean "Williams" Ao que o Pastor disse que foi arrolado em um processo desse parlamentar contra o Pastor Marcos Feliciano, hoje presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara Federal. O pastor disse que quanto seu advogado foi tomar ciência dos autos de uma acusação de mais de 40 folhas, encontrou a citação do nome do Pastor em duas linhas. Ao que levado ao conhecimento do Juiz, este não aceitou o argumento da queixa-crime do deputado gay Jean "Williams".

No final da entrevista, o Pastor Silas Malafaia pediu um minuto de tempo ao Ratinho para proferir uma benção para o apresentador, auxiliares e para todo o auditório do Programa do Ratinho, atitude que foi bem recebida e muito aplaudida.

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NOVO LIVRO DE POESIAS  
DE SAMMIS REACHERS


Estou lendo e gostando.
"João Cruzué"



sexta-feira, 12 de abril de 2013

Eleições CGADB 2013: Pastor José Wellington vence Pr. Samuel Câmara


dente de leão
João Cruzué

O Pastor Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Ministério do Belenzinho, foi reeleito ontem, 11/04/2013, á Presidência da CGADB - CONVENÇÃO GERAL DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS DO BRASIL, com 9.003 votos, contra 7.407 votos do seu opositor o Pastor Samuel Câmara, presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus da Igreja Mãe em Belem do Pará.

O mandato (último) do Pastor José Wellington Bezerra da Costa será de quatro anos e terá vigência até 2017.

Dos cerca de 24 mil pastores credenciados, apenas 17.075 de fato participaram da eleição, a maior da história da Convenção. 

O resultado do pleito foi o seguinte:

Pastor José Welllington:  9.003  - 54%
Pastor Samule Câmara.:  7.407  - 44%
Votos nulos ...................:175    - 1%
Votos em Branco.............:162    - 1%
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TOTAL DE VOTOS ............ 16.747
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O Pastor José Wellington venceu com 54% dos votos. Como base nos números apresentados de um lado o Pastor se apresenta com grande vitorioso há 22 anos. Por lado o ministério da Igreja se mostra dividido, pois 46% dos pastores  não votaram no atual Presidente. 

Este descontentamento dos Ministros assembleanos é explicado em parte por sua longa permanência no poder. Em minha opinião particular, a falta de alternância no exercício do poder de um só Presidente se por um lado garante um aparente firmeza de rumo, por outro pode abrir um marco referencial  perigoso: apego excessivo ao poder. 

No que diz respeito ao Pastor José Wellington, graças a Deus, sua liderança tem sido positiva. Mas o que dizer quando uma outra pessoa, de personalidade despótica, assumir o poder? Que freios a Igreja Assembleia de Deus terá para se livrar do incômodo? Isto poderá levar a enfraquecimento da Igreja pelo desestímulo aos ministros mais jovens.

A falta de alternância no poder é um motivo real de cisões, abertura de novos ministérios e novas convenções. A geração mais jovem está crescendo em mundo onde  tudo muda tudo em menos de dez anos. E uma denominação que não estiver preparada para isto, pode correr o risco de ficar sem liderança no momento mais crítico. A figura da flor do dente de leão acima, neste momento, é uma figura muito real e perigosa da Assembleia de Deus.

Boa sorte ao próximo mandato do Pastor José Wellington. Venceu dentro das regras do jogo. 

Ponto e acabou.



sexta-feira, 29 de março de 2013

Pele negra não é maldição divina


respeito e abobrinha

POR JOÃO CRUZUÉ

Comentário inicial do blogueiro: A pele negra, os olhos e  cabelos negros têm tudo a ver com  a Melanina. Isto pode ser explicado cientificamente e nunca foi consequência de  maldição divina. Esta conversa fiada de que a cor negra dos africanos é decorrência da maldição de Caim, no passado era fundamento para escravagistas e hoje, preconceituoso.  Na mesma linha vem a maldição de Canaã, nascida para encobrir a falha da outra ilação, pois, Caim não chegou ao dilúvio. 

Pesquisando a Bíblia, ao meu ver nunca houve este tipo de  associação. E quando aparentemente aconteceu, parece que teve uma resposta dura de Deus.  É muito provável que a sedição de Miriã e Arão em Números 12:1 tenha tido origem na cor da pele da mulher  de Moisés, que era cuxita (etíope). Se assim foi, Deus não deixou isso sem castigo. A lepra de Miriã  a deixou branca como a neve. Teria este castigo alguma repreensão contra a manifestação de racismo?  Não há detalhes no texto, mas o contexto  traz uma grande  possibilidade  desta interpretação.

Alguns linguarudos ignorantes dizem que Noé amaldiçoou a descendência de Cã com a cor negra. Outros, mais linguarudos ainda, especulam que uma das noras de Noé era negra. De qualquer forma,  creio que esta difamação da hipocrisia dos evangélicos (Batistas) americanos do começo do século XX, que andavam com a Bíblia na mão e o ódio aos negros no coração. Se não fora DEUS, comissionando o  Pastor Martin Luther King Jr. os negros americanos até hoje ainda estariam oficialmente debaixo da segregação na América.  


E este assunto besta foi desenterrado há pouco tempo pelo polêmico Deputado Federal, Pastor Marcos Feliciano - que para mim fala demais. Tenho uma curiosidade: gostaria de saber de que versão da Bíblia  seria a literatura deste texto apócrifo: “Você e todos os seus descendentes serão eternamente amaldiçoados, e para diferenciá-los dos demais lhes darei a cor negra, a cor das trevas e do eterno pecado”.  Distorção grosseira de Gênesis 9:25 que NUNCA relacionou a maldição com a cor da pele de Cã ou de Canaã. (Fim do comentário inicial).

Veja agora o texto da Revista Despertai 
e lá no final vou deixar minha opinião com a verdadeira origem da raça negra.

REVISTA DESPERTAI/TORRE DE VIGIA

Edição;  22 março 1978

[FORAM OS NEGROS  AMALDIÇOADOS NA BÍBLIA?]

"MUITOS líderes religiosos respondem que “Sim”. Os clérigos Robert Jamieson, A. R. Fausset e David Brown, em seu comentário bíblico, asseveram: “Maldito seja Canaã [Gênesis 9:25] — esta maldição se tem cumprido na . . . escravização dos africanos, os descendentes de Cão.” — Comentary, Critical and Explanatory, on the Whole Bible (Comentário, Crítico e Explicativo, de Toda a Bíblia).

Afirma-se que não só a escravização dos negros cumpria tal maldição bíblica, mas que sua cor preta também. Assim, muitos brancos foram levados a presumir que os negros são inferiores, e que Deus propôs que fossem servos dos brancos. Muitos negros ficaram amargurados pelo tratamento recebido, em resultado desta interpretação religiosa. Uma delas observa:

[Testemunho de uma vítima do preconceito]:

“Era o verão de 1951 quando eu, menina curiosa de 7 anos, sentei nos degraus da Primeira Igreja Batista em ‘Sheepshead Bay’, Brooklyn, e chorei. Tentara diligentemente esfregar a negritude de minha pele até ela sair, porque minhas coleguinhas brancas tinham comentado que era repulsiva. Esfregá-la com detergente Ajax apenas deixou uma mancha vermelha, inchada, que doía, quase tanto quanto meu coração infantil, quando comecei a ponderar por que um Deus de amor me tinha feito negra, a menos que não me amasse.

“Tinha ouvido dizer que isso era devido a uma maldição imposta por Deus à nossa raça. Mas, não conseguia entender ou compreender o que havíamos feito a Deus para merecer tal castigo. E acho, refletindo, que no fundo do coração eu sempre nutri um ressentimento particular contra Deus por me fazer negra e me colocar num mundo branco.

“Nos distúrbios esmagadores das zombarias e epítetos raciais de minhas coleguinhas, tais como: ‘Se é branca, é linda criança; se é morena, só nos dá pena; se negra é, aqui não ponha o pé’, surgiu uma condição marcada, em que comecei a ferver de raiva, especialmente diante de meninas brancas da minha idade.”

Que dizer dessa maldição bíblica? São negras as pessoas por causa duma maldição imposta por Deus a algum ancestral delas? E sofreram os negros séculos de escravidão em cumprimento desta maldição? Ensina realmente a Bíblia tais coisas? Vejamos. O relato bíblico em pauta reza:

“E [Noé] bebeu do vinho, e embebedou-se; e descobriu-se no meio de sua tenda. E viu Cão, o pai de Canaã, a nudez do seu pai, e fê-lo saber a ambos os seus irmãos fora. . . . E despertou Noé do seu vinho, e soube o que seu filho menor lhe fizera. E disse: Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos. E disse: Bendito seja o Senhor Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo. Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo.” — Gên. 9:21-27, Tradução Almeida.

Tem-se afirmado que esta maldição bíblica marca os negros para a servidão perpétua. Com efeito, em 1838, o realizador duma cruzada anti-escravista, Theodore Weld, escreveu num tratado popular: A “profecia de Noé [supracitada] é o vade-mécum [companheiro constante] dos senhores de escravos, e eles jamais se aventuram a sair sem ele”. — The Bible Against Slavery (A Bíblia Contra a Escravidão), página 66.

Mas, primeiro de tudo, queira notar que nada se diz neste relato bíblico sobre alguém ser amaldiçoado com a negritude de pele. E, observe, também, que foi Canaã, e não seu pai Cã, que foi amaldiçoado. Canaã não tinha pele negra, nem seus descendentes, que se fixaram na terra que se tornou conhecida como Palestina. (Gên. 10:15-19) Os cananeus, com o tempo, foram subjugados pelos israelitas, descendentes de Sem, e, mais tarde, pela Medo-Pérsia, Grécia e Roma, descendentes de Jafé. Tal subjugação dos cananeus cumpriu a maldição profética sobre seu ancestral, Canaã. A maldição, assim, nada teve que ver com a raça negra.

De onde, então, proveio a raça negra? Dos outros filhos de Cã, Cus e, provavelmente, também de Pute, cujos descendentes se fixaram na África. Mas, como vimos, a Bíblia não diz absolutamente nada sobre os descendentes negros de tais homens serem amaldiçoados! Todavia, presumiu-se incorretamente que assim o foram. Quando é que os comentaristas eclesiásticos começaram a aplicar a maldição a Cã?

Um eclesiástico de uns 1.500 anos atrás, Ambrosiaster, aplicou-a assim, dizendo: “Devido à sua tolice, Cã, que tolamente zombou da nudez de seu pai, foi declarado escravo.” E John F. Maxwell observa em seu recente livro Slavery and the Catholic Church (A Escravidão e a Igreja Católica): “Este exemplo desastroso de exegese [explicação] fundamentalista continuou a ser usado por 1.400 anos e levou ao conceito amplamente expendido de que os negros africanos foram amaldiçoados por Deus.”

Até mesmo há uns cem anos atrás a Igreja Católica detinha o conceito de que os negros foram amaldiçoados por Deus. Maxwell explica que este conceito “aparentemente sobreviveu até 1873, quando o Papa Pio IX associou uma indulgência à oração em favor dos ‘desgraçados etíopes da África Central, para que o Deus Todo-poderoso remova inteiramente a maldição de Cã de seus corações’”.

Todavia, mesmo antes do começo da cristandade há mais de 1.500 anos atrás, sim, possivelmente mesmo antes de Jesus Cristo viver na terra, os rabinos judeus ensinavam uma estória sobre a origem da pele negra. Afirma a Encyclopœdia Judaica: “O descendente de Cã (Cus) tem pele negra como castigo por Cã ter tido relações sexuais na arca.”

“Estórias” similares foram inventadas nos tempos modernos. Os defensores da escravidão, tais como John Fletcher, de Luisiana, EUA, por exemplo, ensinavam que o pecado que motivou a maldição de Noé fora o casamento inter-racial. Afirmava que Caim fora assolado com a pele negra por matar seu irmão, Abel, e que Cã pecara por se casar com alguém da raça de Caim. É digno de nota, também, que Nathan Lord, presidente da Faculdade Dartmouth, no último século, atribuiu também a maldição de Noé sobre Canaã, parcialmente, ao “casamento misto proibido [de Cã] com a raça previamente iníqua e amaldiçoada de Caim”.

Mas, tais ensinos não têm nenhuma base na Bíblia. E houve gente, nos séculos passados, que mostravam que a maldição proferida por Noé estava sendo aplicada erroneamente aos negros. À guisa de exemplo, em junho de 1700, o Juiz Samuel Sewall, de Boston, EUA, explicou: “Pois Canaã é a pessoa amaldiçoada três vezes, sem se mencionar Cã. . . . Ao passo que os da raça negra [em inglês, Blackmores] não descendem de Canaã, mas de Cus.”

Também, em 1762, certo John Woolman publicou um tratado em que argumentava que a aplicação desta maldição bíblica, de forma a justificar a escravização de pessoas e privá-las de seus direitos naturais, “é uma suposição embrutecida demais para ser admitida pela mente de qualquer pessoa que sinceramente deseje ser governada por sólidos princípios”.

Imensos danos resultaram da aplicação errônea, por parte de eclesiásticos, desta maldição bíblica! A escravização dos negros africanos, e os maus tratos que lhes impuseram, desde os dias da escravidão, não podem de forma alguma ser justificados pela Bíblia. A verdade é: Os negros não são, e jamais foram, amaldiçoados por Deus!"

---fim- 

Opinião do Blogueiro sobre a origem da raça negra:

Na minha vida de cristão  ouvi muitas vezes, sempre de pessoas iletradadas, que nem pensavam direito no que repercutiam, que a cor negra da pele era maldição de Caim. Sem ficar repetindo esse assunto, e indo direto ao ponto, a pessoa que ressuscita este tipo de  texto em pleno século XXI está procurando encrenca. 

A Genética, um ramo da verdadeira Ciência que trata, entre outras coisas, do estudo do DNA, genes, cromossomos, bases de ligação, já jogou luz suficiente neste assunto, para dar a entender a quem investiga a beleza da criação de Deus que este tipo de comentário não resiste à mais simples lógica científica. Se Caim ou Canaã foi amaldiçoados com a pele negra, como ficaria explicada a cor negra das aves, peixes e animais? Será que somente o homem possui a cor da pele negra?

Se nós cristãos cremos pela fé que Deus criou o corpo do homem e da mulher, também devemos crer que Ele potencializou sua genética (DNA) para produzir filhos e filhas com diferentes cores de: pele, olhos e cabelos. A esta opinião devo acrescentar as Leis de Mendel, que tratam do estudo das características recessivas e dominantes transmitidas pela união de indivíduos diferentes da mesma espécie.

A pele negra, os olhos e  cabelos negros tem tudo a ver com  Melanina e nunca foi uma maldição divina. Sua origem é genética e tem perfeita explicação na Biologia. 

Bem, se em nossos dias, alguém ainda fica falando ou citando abobrinhas racistas nos púlpitos de Igrejas, talvez esteja mesmo procurando sarna para se coçar. Depois não me venha com conversa de perseguição injusta por causa da fé... Pois  em Provérbios 26:3 está escrito: "O açoite é para o cavalo, o freio é para o jumento, e a vara é para as costas dos tolos." 






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domingo, 24 de março de 2013

Reflexões sobre a Páscoa em 2013


Páscoa

João Cruzué

A primeira Páscoa aconteceu às vésperas da saída de Israel do cativeiro do Egito. Foi a celebração de uma festa familiar, similar aos churrascos que fazemos em casa, a diferença  era que um cordeiro foi assado e comido, acompanhado de um pão sem fermento e uma salada de ervas amargas. Cada família devia se reunir e preparar a sua própria páscoa e sacrificar o seu próprio cordeiro. E tudo deveria ser feito às pressas, pois, logo em seguida Israel iria ser expulso do  Egito, por causa da perda dos primogênitos.

O propósito da Páscoa era servir de memorial para o povo judeu. As ervas amargas trariam à memória o gosto amargo dos 200 anos de cativeiro no Egito. O cordeiro apontava para o Cristo, o cordeiro de Deus que seria sacrificado em um futuro longínquo. A Páscoa destes tempos de pós-modernidade deve ser um evento genuinamente volta do para seu personagem central. Páscoa  não são coelhos nem ovos ou colombas de chocolates. Seu protagonista é o Senhor Jesus Cristo, o Cordeiro do Deus Vivo, que se entregou espontaneamente  para morrer  pelos pecados de cada pessoa.

A segunda Páscoa que vamos meditar, foi aquela última celebração que Jesus participou, em vida, com seus discípulos. Naquela ocasião ele chegou montado em um jumentinho e encontrou seus discípulos reunidos, discutindo quem seria o menor, para tomar a toalha e lavar a poeira dos pés dos outros. Acontece que não conseguiram chegar a um consenso.

Então, para surpresa de todos, Jesus cingiu-se com a tolha, pegou água, e começou a lavar os pés.  Nesta Páscoa o Senhor partiu o pão, orou, e disse: Isto é o meu corpo que é partido por vós. Depois, Tomou o cálice e orou: Este cálice é o novo testamento no meu sangue que é derramado por vós. Nesta Páscoa não tinha um cordeiro assado, mas ali havia um cordeiro ali presente: era o Senhor Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

A Páscoa tem um significado especial para mim.

Assim como o sangue de cada cordeiro sacrificado devia ser pincelado nas umbreiras das portas das casas de Israel, minha liberdade também foi comprada do senhor do reino das trevas pelo sangue de Jesus, o Cristo cordeiro de Deus, derramado na cruz do Calvário. Um porta sem sangue nas umbreiras era um lar sem proteção contra o anjo da morte. Nos dias de hoje, um coração sem Jesus é uma vida escravizada pelo pecado.

E o senhor dos escravos é o diabo. Todo aquele que ama o pecado é escravizado por satanás, o adversário de Deus. E quem é escravo do pecado, mesmo desejando deixar de pecar não tem forças para se libertar das correntes da escravidão. A liberdade do poder do pecado e da vontade incontrolável de pecar só pode vir da decisão do pecador de procurar uma Igreja Evangélica para dizer na presença de todos que deseja aceitar Jesus de todo coração.

Romanos 6:23
Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor. 

Romanos 10:9
A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. 

S. João 1: 11-12

11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. 
12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; 

A Páscoa celebrada na Igreja Evangélica, no que diz respeito à Igreja Assembleia de Deus, onde sirvo, é celebrada de mês a mês com o nome de Culto da Santa Ceia. Ali, solenemente fazemos a leitura apropriada ao evento, baseada em  I Coríntios 11: 23-34; depois oramos e partimos o pão,  e depois do pão, oramos e tomamos o vinho em um pequeno  cálice. O vinho simboliza o sangue de Cristo, o preço de nossa remissão. O pão é o símbolo do corpo de Cristo que foi partido e moído em nosso lugar na cruz do Calvário.

A Ceia, além de ser um memorial, também é a lembrança de um grande evento profetizado por Cristo, de que, um dia, todos os crentes salvos irão se reunir em uma grande Ceia no céu, celebrada pelo próprio Senhor, na presença dos apóstolos  e rodeados de tantos salvos como a areia da praia.

A Páscoa traz em essência o conceito de liberdade. Libertação da escravidão do Egito para o povo judeu, e libertação do poder do pecado e do reino das trevas  para cada cada crente em Cristo. Esse conceito de liberdade deve estar bem claro na mente de cada um. Há leis espirituais complementares que regem os detalhes dessa passagem de um reino para outro.

Para ser livre do pecado é preciso entender que quem garante a nossa liberdade é o Senhor Jesus Cristo. Somos livres não para fazer a nossa própria vontade, mas à dele. E os seus mandamentos não são pesados.

Entender o que significa ter Cristo como Senhor de nossa vida, é ter a disciplina necessária para que, diante de escolhas  e decisões, nada deve ser feito sem oração, nem com pressa, mas com o bom senso de esperar para saber o que o querer do Senhor. E para saber qual é a vontade do Senhor, é preciso, no mínimo, ter o coração em perfeita paz, para não decidir errado.

Além de Senhor da nossa das decisões e escolhas de nossa vida, Cristo também é nosso Salvador. Foi ele que nos comprou da nossa vã maneira de viver, e nos tirou do  reino das trevas para o Reino da sua maravilhosa Luz. 

Sem Cristo, nunca poderíamos ser verdadeiramente livres tanto da  escravidão do pecado quanto do egoísmo que costuma habitar em cada um de nós.




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